SOBRE QUASE TER 30 ANOS E SE SENTIR FRUSTRADA

É engraçado pensar que as coisas mudam com o tempo. Quando eu era mais jovem acreditava que muito daquilo que tinha como certeza permaneceria comigo até ficar mais velha, e é engraçado pensar que se eu voltasse para me dar um conselho o 1º seria: esqueça tudo aquilo que você tem certeza, daqui um tempo nada disso vai importar.

As prioridades mudam, o pensamento e atitudes mudam, os gostos mudam e você começa a entender que nada daquilo que acreditou ou lutou de fato tinha importância.

Porém, algumas frustrações começam a chegar. Você olha pelos perfis do instagram e vê muitos amigos ou influenciadores digitais conquistando coisas que você gostaria de ter e não tem, sabe se lá por quais motivos.

Então você se sente frustrado. Tentando entender o que deu errado para você ainda não estar com o carro comprado e quitado, uma casa no seu nome, casado(a) com família formada, e mesmo que ouça todo mundo dizer que você está no momento que deveria estar, a frustração não deixa de ir embora.

Para alguns a chegada dos 30 foi o melhor que poderia acontecer, para outros se tornou um momento para refletir, e claro, se frustrar.

Fico imaginando minha mãe com a idade que tenho hoje, ela já estava planejando ter filhos (e de fato teve, afinal eu e meu irmão estamos por aqui), a faculdade terminada, já sabia dirigir, trabalhava e cuidava da minha falecida avó, curtia a vida com os amigos, namorava e casava, e bom… Era isso. Não que tivesse sido fácil (porque ser mãe solteira nunca é), mas cá estava ela com a vida em andamento.

Eu com meus 29 anos, quero formar uma família, mas não tenho sorte com relacionamentos ou em conhecer uma mulher para ter filhos e poder dividir uma vida, ainda não sei dirigir (e também não tirei carteira), ainda estou na minha 1º faculdade, há pouco tempo que conquistei um cargo melhor, não consigo fazer uma viagem por ano e sei que nunca vou conseguir me aposentar (se depender do governo nem aposentadoria tenho), já passei por uma depressão e até planejei meu suicídio, quando acho que estou caminhando parece que estou estagnada, só agora estou me conhecendo de verdade (há pouco tempo não sabia nem quem era), e por aí vai.

A lista é imensa quando começo a olhar para tudo isso, e me traz até certa ansiedade.

Há pouco tempo lembrei de uma conversa que tive, no trabalho, com dois colaboradores (eu ainda estava começando na empresa), um deles disse que “aos 30 anos é que começamos a refletir sobre nossa vida”, e eu com meus 22 anos achava que não era só aos 30 que a gente refletia sobre tudo o que podemos ser ou onde queremos chegar, enganada eu estava. Porque agora sei o que ele quis dizer com isso: é próximo dos 30 (ou aos 30 anos) que a gente começa a reavaliar tudo aquilo que acreditávamos que era uma certeza na nossa vida.

Olho para traz, para o passado, lembrando de algumas escolhas que fiz e das oportunidades que deixei passar. E tento me consolar, e perdoar, dizendo a mim mesma que era assim que deveria ser. Em alguns momentos tentando me fazer entender que estou no momento que deveria estar, seguindo a vida no meu ritmo e da forma que melhor se adequa a minha realidade.

Por vezes é difícil e em alguns momentos libertador. A verdade é que estar próximo dos 30 anos tem sido uma mistura de frustração e “parabéns” por ter chegado até onde cheguei.

Para você como tem sido os 30 anos? Ou estar bem próxima dessa idade?


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4 Comentários

  1. Bem, acho que a primeira coisa que posso te falar é para não se comparar a ninguém. Todos nós temos nossas próprias vivências, experiências e caminhar. Então, não há como nos compararmos a ninguém. A segunda coisa é que tudo se resolverá algum dia em sua vida e você conseguirá seu porto seguro. Desejo sucesso e que você ainda possa viver os seus melhores dias na face dessa terra.

    Boa semana!

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    Até mais, Emerson Garcia

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    1. Obrigada Emerson. Concordo que não devemos nos comparar, mas é algo que por mais que não queiramos ou não devemos fazer, acaba que acontece às vezes. O bom, disso tudo, é que aprendemos com o tempo.

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  2. Gostei do seu relato e me identifiquei bastante. É muito difícil olhar pra todos a nossa volta e sentir que a vida de todo mundo anda menos a nossa, né? E isso de ficar tentando se confortar dizendo que as coisas aconteceram como deveriam ser é a mais pura verdade.

    Eu tenho 23 anos e me identifiquei com muitas coisas que você escreveu aí também. Espero que você supere essa fase o quanto antes <3

    Estante da Pipoca

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    1. Obrigada Vitória! E espero que por aí tudo fique bem também.

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